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Sony: Qual o fado?

Smartphones

22 Fevereiro 2017

Sony: Qual o fado?

Sony: Qual o fado?

Autor: 4GNews


Insistir na mesma abordagem, na mesma estratégia após esta se ter mostrado claramente infrutífera é, ou muito corajoso ou insensato. No caso da Sony, alguém tem que alertar a gigante japonesa, ou será que os Xperia estão a vender bem?

 

A cada seis meses a marca anuncia uma nova geração de equipamentos, esperando que tenham algum impacto no mercado dos dispositivos móveis. Simplesmente por serem novos, sem grande novidade para além disso e o resultado está à vista.

 

A cada seis meses vemos bons dispositivos mas que também não passam disso. Smartphones interessantes (note-se a indefinição do adjetivo). Regra geral são equipamentos que merecem alguns elogios, ainda que tépidos e que nunca conseguem afirmar-se como alternativas económicas ou mais cativantes do que os seus concorrentes.

 

Seria de esperar que após vários anos com a mesma formula a marca já se tinha apercebido da futilidade que é lançar topos de gama duas vezes por ano. Correto? Este que vos escreve é um grande admirador da marca, desde o Xperia T ao Xperia Z2, foram inúmeros os Xperia’s que utilizei. Este que vos escreve quer ver a Sony, de novo, num lugar cimeiro junto das Samsung’s e LG’s.

 

Vejamos os novos topos de gama, os Xperia XZ, um belo smartphone que foi lançado poucos meses após o Xperia X Performance, e sim, esse também era um topo de gama. Nenhum deles conseguiu criar algum impacto significativo devido a uma multiplicidade de fatores. Em primeiro lugar, o preço. Colocar um Sony ao preço de um iPhone (ou bem lá perto), é convidar o consumidor a comprar um equipamento da Apple. Além disso, a ausência ou o fraco marketing da Sony faz com que apenas reparemos nesta excelente marca quando os seus produtos são colocados em promoção para não ficarem ali, na prateleira.

 

Olhemos para o Sony Xperia XA, facilmente o gama-média mais elegante de 2016 e um dos maiores dissabores que experimentei nesse ano. Desde a autonomia ao desempenho, a Sony apostou numa cara bonita, interior desprovido de pujança e sempre com um preço pouco competitivo.

 

Já vimos a Sony a tentar quebrar este ciclo, prometendo menos equipamentos e mais atenção aos que efetivamente lançaria. Palavras e promessas que não passaram disso. Passo a ilustrar:

 

Xperia Z - lançado em Janeiro de 2013

Xperia Z1 - Setembro de 2013

Xperia Z1 Compact - Janeiro de 2014

Xperia Z2 - Fevereiro de 2014

Xperia Z3 - Setembro de 2014

Xperia Z3 Compact - Setembro de 2014

Xperia Z3+ / Z4 - Abril de 2015

Xperia Z5 - Setembro de 2015

Xpera Z5 Compact - Setembro de 2015

Xperia Z5 Premium - Setembro de 2015

Xperia X - Fevereiro de 2016

Xperia XA - Fevereiro de 2016

Xperia X Performance - Fevereiro de 2016

Xperia X Compact - Setembro de 2016

Xperia XZ - Setembro de 2016

 

A Samsung também lança inúmeros equipamentos por ano mas, há uma grande diferença entre ambas as empresas. A sul-coreana Samsung dedica-se imenso à linha Galaxy S e Galaxy Note, os seus topos de gama para públicos distintos. Pelo meio e sem metade da comoção, vai lançando alguns equipamentos de gama média e gama baixa. Sem esquecer o intenso marketing. Já a Sony, lança equipamentos, dando o mesmo destaque a todos eles e o seu marketing está a anos-luz de distância  da Samsung.

 

A Sony não pode querer competir com a Samsung e o seu poderio financeiro. Mesmo que lance tantos ou mais equipamentos que a rival, de pouco lhe serve se o público não ficar tentado a experimentar um Xperia. Sobretudo nos topos de gama, a Sony não tem trunfos suficientes para competir com um Galaxy.

 

Isto não quer dizer que a Sony não tenha muitas oportunidades de negócio, sobretudo com a perícia do seu hardware. Necessita também de aperfeiçoar o seu software mas neste aspeto tem feito um bom trabalho.

 

Além disso, o mercado dos smartphones está cada vez mais saturado e apesar dos consumidores ainda aderirem em massa a estes produtos, num futuro próximo veremos cada vez mais marcas a desistir e apostar noutras frentes.

 

A Sony necessita, urgentemente, de rever toda a sua estratégia de lançamentos e devia aprender algumas lições com a OnePlus. Concentrar-se em apenas um topo de gama por ano. Apenas um mal algo realmente cativante e que consiga cativar a mente e o coração dos consumidores em vez de saturar o mercado com mais smartphones perfeitamente discretos a preço alto.