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Review Huawei Mate 20 Pro

Smartphones

08 Novembro 2018

Review Huawei Mate 20 Pro

Review Huawei Mate 20 Pro

Review Huawei Mate 20 Pro

Depois de usar o Mate 20 Pro deste o seu lançamento, já começa a ser altura de falarmos em forma de conclusão sobre aquele que é o mais recente topo de gama do mercado.

Unboxing:

Logo que abrimos a caixa do novo Mate 20 Pro, percebemos que estamos perante um topo de gama. A atenção dada aos detalhes da caixa, assim como a sua simplicidade passam uma mensagem de Premium. Os acessórios incluídos na caixa são aqueles que estamos à espera, tendo em conta a ausência do jack de 3,5mm. Assim, para além do Huawei Mate 20 Pro, temos o acessório para remover a gaveta do SIM, assim como os documentos de introdução ao dispositivo. Passando para aquilo que realmente te interessa saber, vais encontrar um adaptador de USB-C para 3,5mm; Auscultadores USB-C; cabo USB-C para carregamento e dados e, o mais importante, o carregador de 40W de potência para o carregamento mais rápido que já viste num smartphone. No caso da unidade de teste, com a cor Preta, todos os acessórios vêm na cor branca.

Design e construção:

Assim que tiras o smartphone da caixa, vais perceber o que o distingue como um topo de gama: o peso, o tamanho e proporção, a qualidade do toque, o brilho dos materiais e a sua temperatura fria e a aparente ausência de tolerância entre os materiais que permite uma continuidade perfeitas das suas linhas. Estes são talvez os aspetos mais imediatos, mas logo a seguir vem o resto. A ausência do botão Home e de impressões digitais optando por outros métodos de desbloqueio, fazem com que o aspeto geral do smartphone seja perfeito. Não há nada a obstruir as suas linhas curvas e elegantes, com a exceção demarcada e propositada do seu botão vermelho de ON/OFF. Entenda-se aqui perfeição. Para que tudo isto fosse possível, a Huawei foi atrás das alternativas no mercado e integrou as melhores para desimpedir o design do equipamento: Reconhecimento facial 3D ao estilo Apple, com uma notch ligeiramente mais estreita que o seu rival, mas também incluiu o sensor de impressão digital imbutido no ecrã.

Ecrã:

Quando o ligamos tudo se torna ainda melhor. Como no caso do Samsung, a resolução por defeito vem em FullHD apesar do seu ecrã com uma resolução superior, mas não te deixes enganar pelos números. Este ecrã é simplesmente incrível, como já tem sido o caso dos mais recentes topos de gama com painéis OLED. Super definido com cores saturadas e rica e um contraste fantástico, nada a apontar. É excelente. Assim que fizeres as configurações iniciais, tens de ir ao menu para as definições do ecrã e muda as definições para WQHD+. Bateria não vai ser um problema para ti. Mais sobre isso mais à frente. Vais ter de habituar à notch no canto superior, o que para mim não foi um problema. Contudo, para além do design no caso do Huawei Mate 20 Pro, a notch na parte superior retira conteúdo importante do ecrã: as notificações.

Software:

EMUI 9 com base no Android 9.0, tal como a Huawei enfatizou no lançamento, é de facto um bónus. A versão é a mais recente do Android logo à saída da caixa, assim como uma versão nova da interface customizada da Huawei. Aqui começam a aparecer algumas questões que me levam a questionar o trabalho da Huawei, mas vamos começar pelos componentes objetivos e depois subjetivos.

A aproximação ao software da Apple é agora menos notória, com uma aproximação maior à versão base do Android, com uma customização mais leve. Há duas personalizações possíveis que mudam e muito a maneira como usamos o dispositivo. Em primeiro lugar, podemos escolher se queremos a interface com ou sem os três botões do Android (o retroceder, o Home e o Recentes) em detrimentos de swipes; em segundo lugar, se queremos ou não gaveta de aplicações, embora esta opção remonte ao Android 4.4 Kitkat com um botão no ecrã principal em vez da versão Pie, em que as aplicações aparecem por swipe de baixo para cima.

Por contraste à versão básica do, a EMUI 9.0 traz uma versão atualizada do modo dark, em que toda a sua interface fica em preto, em vez de apenas partes. Esta é outas das opções que ativei logo que tirei o smartphone da caixa. Desta feita, o Dark mode mantém consistente por todo o UI e com o ecrã OLED para além de uma leveza para os teus olhos, ajuda-te a poupar mais uns bocados de bateria.

Agora vem a outra parte, a subjetiva e com ela os aspetos menos positivos no meu ponto de vista. A navegação por gestos renovada é excelente, mas está incompleta pela ausência da gaveta de aplicações por gestos. O uso do swipe de ambos os lados parece de certa maneira inútil. Se de um lado faz sentido para retroceder, no lado oposto perde-se uma oportunidade para fazer algo de diferente como um menu de atalhos, ao estilo Apps Edge nos Samsung Galaxy S. O software da camara é pouco intuitivo e o modo manual é muito complicado de operar e pouco percetível no resultado final. Outro exemplo de falta de sentido no software da camara, é quanto queremos tirar as fotografias na capacidade máxima do 40mp, é necessário ir às definições para ativar este modo. Uma vez activo, não é possível alterar as camaras e ficamos “presos” no modo 40mp e camara principal. Estranho...

A introdução de uma notch infelizmente não devia ser uma coisa levada de animo leve. Se alguns defendem que com a sua introdução se ganha espaço de ecrã, bem por mim é um problema no sentido que a maneira como a Huawei desenhou o software, as notificações ficam ocultas na notch e chegas a um certo ponto em que já não sabes se tens ou não notificações por ler... Vês os ícones da rede dual SIM, do outro lado a bateria e wi-fi e outras coisas do sistema, mas nunca as notificações. Não gostei.

Performance:

Algo que não é estranho é a performance do novo processador Kirin 980 fabricado pela própria Huawei. Não vais encontrar nada de errado na performance do teu dispositivo e a não ser que estejas numa sessão intensa de fotografias com o brilho relativamente alto, não o vais sentir aquecer, muito menos ter problemas com qualquer desafio que lhe lances. Este é um dos campos em que a Huawei tem estado melhor e com o armazenamento de 128gb como versão única, não vais ter falta de performance deste dispositivo.

Camara fotográfica:

Onde não vai faltar performance é também nas múltiplas camaras fotográficas deste smartphone. Na linha do que foi o Huawei P20 Pro, estamos perante o melhor e mais completo pacote de camaras do mercado. Se o que gostas é de fotografias e tens alguma paciência para explorares aquele modo que se adequa mesmo bem à fotografia que queres tirar, então este é o smartphone para ti. Tem em conta que nem tudo é só apontar e disparar, vais ter ainda algum trabalho para mudar entre camaras ou então activar os 40mp sempre que for isso que queres.

Autonomia:

Caso não acertes bem à primeira, pelo menos vais ter bateria que chegue para continuar a testar até conseguires a foto certa. Estamos perante uma das maiores baterias do mercado para os topos de gama e a 4200mah tem um tamanho incrível, mas mais importante do que o tamanho é a sua performance, uma palavra: incrível! Mas a história não fica aqui. Uma vez que a bateria é grande, tiveram de inventar um carregador incrível também, de 40w de potência, capaz de carregar 70% de capacidade em apenas 30 minutos. Carregamento sem fios é também possível uma vez que a traseira é em vidro, no máximo de 15w e tem ainda mais um trunfo na manga, ainda sem precedente: carregamento sem fios reversível. Sim, é verdade, podes com o teu Mate 20 Pro carregar os demais smartphones capazes de  carregamento sem fios.

Preço:

Tudo isto tem preço, certo? Sim e que preço! Em lançamento estamos a falar de mais 1000€ e a pesar disso, nada muda. Estamos a falar de um dos preços mais altos do mercado, comparável aos mais recentes iPhone e claro aos seus concorrentes Android, como os Samsung Galaxy. E depois? Não há nada em que este smartphone fique a perder para a sua concorrência mais directa, até pelo contrário, destaca-se em múltiplos aspetos dos demais, sendo mais complexo e com as múltiplas camaras, mais versátil.

Considerações finais:

Estamos perante o último topo de gama apresentado este ano e todo o tempo de diferença para os seus adversários foi usado de forma produtiva para acrescentar detalhes e funcionalidades que o permitem ficar muito perto de levar a coroa de smarphone do ano. Tratando-se da minha opinião, só fica atrás do smartphone mais completo do ano, o Samsung Galaxy Note9. Contudo, o Note9 é um smartphone apenas para algumas pessoas, aquelas que pretendem tirar um pouco mais do que o comum smartphone tem para oferecer. Assim, se o que procuras é o melhor smartphone e não valorizas as funcionalidades acrescidas de uma Note, então acabaste de encontrar o melhor smartphone Android para ti e o candidato a melhor smartphone do ano, o Huawei Mate 20 Pro.

 

Notas relevantes:

Menos bom:

Falta de controlo e customização no Always On Display;

Falta de aproveitamento da forma Edge do ecrã;

Software inconsistente ainda assim;

Falta de segurança no Face Recognition;

Ausência de Jack de 3,5mm

Falhas no software da camara: Quando em 40mpx não dá para mudar de modo/camara;

Falta de camada oleofóbica na parte traseira;

A notch retira espaço útil da barra superior, onde antes vias as tuas notificações.

Está presente o IR blaster.

Impressão digital integrada no ecrã é excelente, mas nem sempre desbloqueia e não o sensor mais rápido que já testei.

 


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